domingo, 11 de março de 2012

 AS CONSEQUENCIAS ESPIRITUAIS DO ABORTO
As complicações clínicas advindas dos abortos provocados na esfera ginecológica são inúmeras e podem, inclusive, determinar o êxito letal da mulher.

No campo psicológico, são comuns os processos depressivos subseqüentes que acometem as mulheres que se submeteram à eliminação da gestação indesejada. A sensação de vazio interior, mesclada com um sentimento de culpa consciente e inconsciente, freqüentemente, determina uma acentuada baixa de vibração na psicosfera feminina.


Paralelamente, a ação do magnetismo mental do espírito expulso passará gradativamente a exacerbar a situação depressiva materna.


Como já estudamos, em muitos casos, aquele que reencarnaria como seu rebento estava sendo encaminhado para um processo de reconciliação afetiva. O véu do esquecimento do passado é que possibilitaria a reaproximação de ambos sob o mesmo teto. Com o aborto provocado, à medida que o espírito recobra a consciência, passa, nesses casos, a emitir vibrações que, pelo desagrado profundo, agirão de forma nociva na psicosfera materna. Em que pese o esforço protetor exercido pelos mentores amigos, em muitas circunstâncias se estabelece o vínculo simbiótico, mergulhando a mãe nos tristes escaninhos da psicopatologia.


Ao desencarnar, de volta ao plano espiritual, a mãe apresentará em diversos níveis, conforme o seu grau de responsabilidade, distonias energéticas que se farão representar por massas fluídicas escuras que comporão a estrutura de seu psicossoma (perispírito). Apesar de serem atendidas com os recursos e as técnicas terapêuticas existentes no mundo astral, a chaga energética, em muitos casos, se mantém, em função da gravidade e agravantes existentes.


As lesões na textura íntima do psicossoma a que nos referimos, muitas vezes, só podem ser eliminadas numa próxima encarnação de características expiatórias.


Expiação, longe de ter uma conotação punitiva, pois esse critério não existe na planificação superior, é um método de eliminação das desarmonias mais profundas para a periferia do novo corpo físico. A expiação sempre tem função regeneradora e construtiva e visa restaurar o equilíbrio energético perdido por posturas desequilibradas do passado.


As deficiências que surgirão no corpo físico feminino, pelo mecanismo expiatório, visa, em última análise, suprimir o mal, drená-lo para a periferia física. Segundo os textos evangélicos: “A cada um de acordo com as próprias obras”.


Os desajustes ocorrem inicialmente nas energias psicossomáticas do chacra genésico, implantando-se nos tecidos da própria alma as sementes que germinarão no seu novo corpo físico, em encarnação vindoura, como colheita de semeadura anterior.




RESPONSABILIDADE PATERNA


Se é verdade que a mulher se constitui no ninho onde se aconchegam os ovos, que, acalentados pelo amor, abrir-se-ão em novos filhotes da vida humana, não há como se esquecer da função paterna.


A pretensa igualdade pregada por feministas, que mais se mostram como extremistas, não permite que se enxergue pela embaciada lente do orgulho, que a mulher jamais será igual ao homem. A mulher é maravilhosamente especial para se igualar a nós homens.


Já nos referimos às complexas conseqüências para o lado materno no caso da interrupção premeditada da gestação.


Faz-se necessário, não só por uma questão de esclarecimento, mas até por justiça, estudarmos os efeitos sobre o elemento paterno que, muitas vezes, é o mentor intelectual do crime.


Desertando do compromisso assumido, ou pressionando pela força física ou mental, o homem, a quem freqüentemente a mulher se subordina para manter a sobrevivência, obriga a sua companheira a abortar. Não estamos eximindo quem quer que seja da responsabilidade, pois cada qual responde perante a lei da natureza proporcionalmente à sua participação nos atos da vida. A mãe terá sua quota de responsabilidade, ou de valorização, devidamente codificada nos computadores do seu próprio espírito.


O homem, freqüentemente, obterá na existência próxima a colheita espinhosa da semeadura irresponsável. Seu chacra coronário ou cerebral, manipulador da indução ao ato delituoso, se desarmonizará gerando ondas de baixa freqüência e elevado comprimento ondulatório. Circuitos energéticos anômalos se formarão nesse nível, atraindo por sintonia magnética ondas de similar amplitude e freqüência, abrindo caminho à obsessão espiritual.


As emanações vibratórias doentias do seu passado, que jaziam adormecidas, pulsarão estimuladas pela postura equivocada atual e abrirão um canal anímico de acesso aos obsessores.


O chacra genésico também recebe o influxo patológico de suas atitudes, toma-se distônico e, na seguinte encarnação programa automaticamente pelos computadores perispirituais a fragilidade do aparelho reprodutor. Objetivamente, veremos moléstias testiculares e distúrbios hormonais como reflexos do seu pretérito.


Lembramos sempre que não se pode generalizar raciocínios nem padronizar efeitos, pois cada espírito tem um miliar de responsabilidades e, a cada momento, atos de amor e de crescimento interior diluem o carma construído no passado.




CONSEQÜÊNCIAS PARA O ABORTADO


A especificidade de cada caso determina situações absolutamente individuais no que se refere às repercussões sofridas pelo espírito eliminado de seu corpo em vias de estruturação.


Se existe na ciência do espírito uma regra fundamental que rege a lei de causa e efeito, poderíamos enunciá-la assim: A reação da natureza sempre se fará proporcional à intencionalidade da ação. Isto é, jamais poderemos afirmar que um determinado ato levará inexoravelmente a uma exata conseqüência.


Quando a responsabilidade maior da decisão coube aos encarnados, pai e ou mãe, eximindo o espírito de participação voluntária no aborto, teremos um tipo de situação a ser analisada.


O espírito, quando de nível evolutivo mais expressivo, tem reações mais moderadas e tolerantes. Muitas vezes seria ele alguém destinado a aproximar o casal, restabelecer a união ou, mesmo no futuro, servir de amparo social ou efetivo aos membros da família. Lamentará a perda de oportunidade de auxílio para aqueles que ama. Não se deixará envolver pelo ódio ou ressentimento, mesmo que o ato do aborto o tenha feito sofrer física e psiquicamente. Em muitos casos, manterá, mesmo desencarnado, tanto quanto possível, o seu trabalho de indução mental positiva sobre a mãe ou os cônjuges.


Nas situações em que o espírito se encontrava em degraus mais baixos da escada evolutiva, as reações se farão de forma mais descontrolada e, sobretudo, mais agressiva.


Espíritos destinados ao reencontro com aqueles a quem no passado foram ligados por liames desarmônicos, ao se sentirem rejeitados, devolvem na idêntica moeda o amargo fel do ressentimento.


Ao invés de se sentirem recebidos com amor, sofrem o choque emocional da indiferença ou a dor da repulsa. Ainda infantis na cronologia do desenvolvimento espiritual, passam a revidar com a perseguição aos cônjuges ou outros envolvidos na consecução do ato abortivo.


Em determinadas circunstâncias, permanecem ligados ao chacra genésico materno, induzindo consciente ou inconscientemente a profundos distúrbios ginecológicos aquela que fora destinada a ser sua mãe.


Outros, pela vampirização energética, tornam-se verdadeiros endoparasitas do organismo perispiritual, aderindo ao chacra esplênico, sugando o fluido vital materno.


As emanações maternas e paternas de remorso, de culpa ou outras que determinam o estado psicológico depressivo, abrem caminho no chacra coronário dos pais para a imantação magnética da obsessão de natureza intelectual.


A terapêutica espiritual, além da médica, reconduzirá todos os envolvidos ao equilíbrio, embora freqüentemente venha a ser longa e trabalhosa.


Há também espíritos que, pela recusa sistematicamente determinada em reencarnar, para fugir de determinadas situações, romperam os liames que os unia ao embrião. Estes terão seus débitos cármicos agravados e muitas vezes encontrarão posteriores dificuldades em reencarnar, sendo atraídos a gestações inviáveis e a pais necessitados de vivenciar a valorização da vida.


No entanto, o grande remédio do tempo sempre proporcionará o amadurecimento e a revisão de posturas que serão gradativamente mais harmoniosas e, sobretudo, mais construtivas.


Todos terão oportunidade de amar.






A VISÃO MÉDICO-ESPÍRITA DO ABORTO


Por Érika Silveira




Devido à complexidade do tema aborto, é fundamental aliar a abordagem cientifica a espiritual. Para tanto, entrevistamos a dra. Marlene Nobre, médica ginecologista, presidente do Grupo Espírita Cairbar Schutel e da AME (Associação Médico-Espírita) do Brasil e Internacional. É também autora dos livros: Lições de Sabedoria, A Obsessão e Suas Mascaras, Nossa Vida no Além, A Alma da Matéria e O Clamor da Vida. Este último foi escrito com o propósito de ressaltar os argumentos científicos contra o aborto e propiciar ao publico uma compreensão de que a vida se expande muito mais além do que a formação de um feto.




Como a medicina aliada à espiritualidade vê a questão do aborto?


Como é lógico, os fundamentos da medicina espírita são os mesmos do espiritismo, sendo assim, a questão 358 de O Livro dos Espíritos deixa clara a questão do aborto: é um crime.


Esse foi um dos temas abordados no MEDINESP 2003, inclusive com uma carta publicada. O que dizia essa carta?


A Carta de São Paulo exprime compromissos bioéticos dos membros das Associações Médico-Espíritas do Brasil e foi elaborada pelos participantes da Assembléia Geral, realizada durante o MEDINESP. Entre os vários compromissos nela exarados, os médicos das AMEs comprometem-se a lutar não apenas contra a eutanásia e o aborto, mas também, contra a administração da chamada “pílula do dia seguinte”, que é abortiva. Por exemplo, quando forçado a receitar a “pílula do dia seguinte”, nos ambulatórios públicos, o médico espírita não o faz, para isso, lança mão de um direito legitimo, reconhecido pelo Código de Ética Médica, que é o de ser fiel à sua própria consciência. Do mesmo modo, o anestesista espírita lança mão desse mesmo direito para não participar das equipes de abortamento legal já existentes em alguns hospitais do país.


Existem campanhas contra o aborto promovidas pela AME?


A AME-Paraná, sob a presidência fraterna e idealista o dr. Laércio Furlan, tem uma campanha permanente: Vida, sim! Nela, todos os membros estão envolvidos e visa, principalmente, o esclarecimento de adolescentes e jovens, o apoio para que a gestante leve a gravidez até o fim e o aconselhamento sempre disponível, baseado na fraternidade. A AME-São Paulo participou ativamente de campanha contra o aborto, o que felizmente não se concretizou. Enfim, todas as AMEs estão engajadas nessa luta, que tem características próprias em cada Estado.


Quais são os países que mais se preocupam com o aborto e os países onde se comete o maior número de abortos?


Há muito poucos países no mundo onde o aborto ainda não é legal. Estados Unidos e Rússia são as que fazem o maior número de abortos no mundo.


Em relação ao Brasil, há algum número estatístico sobre os abortos cometidos?


Nenhuma estatística brasileira, a esse respeito, é confiável. O que se faz aqui no Brasil é manipular esses números duvidosos com a finalidade de se legalizar o aborto, alegando-se que a mulher tem o direito de fazê-lo em condições técnicas adequadas. Os que assim agem pretendem que o Estado esteja devidamente aparelhado para institucionalizar a pena de morte para inocentes.


Explique em linhas gerais quais são as conseqüências do aborto?


O aborto traz conseqüências orgânicas, psicológicas e espirituais, nesta existência e na outra, para a mulher que o provoca, para o companheiro que não a apóia na gravidez e para a equipe de saúde que o executa. Não há como negar, porém, que as conseqüências são mais graves para a mulher, porque, desde tempos imemoriais, ela traz no seu psiquismo o compromisso com os entezinhos que necessitam vir ao mundo para progredir. Essas conseqüências tomam o nome de obsessão, depressão, disfunções e doenças orgânicas do aparelho genital, etc.


Por que resolveu publicar um livro sobre o aborto?


A luta contra o aborto está intimamente ligada a minha convicção como espírito imortal e a minha tarefa como médica.


Enquanto escrevia o livro, tive confirmação de que estava absolutamente certa, quando me deparei com a estatística de um dos maiores geneticistas do mundo, Steve Jones, são 90 milhões de recém-nascidos, por ano, no mundo, contra 60 milhões de abortos, no mesmo período, ou seja, em cinco anos, o número de mortos por aborto é maior do que o morticínio ocorrido nos seis anos da Segunda Guerra Mundial.


O que aborda o livro?


O Clamor da Vida é um livro é um livro de conceitos. Com ele, visamos, sobretudo, discutir os fundamentos da Bioética Espírita. Ao emitirmos, por exemplo, o conceito e o significado da própria vida, procuramos lançar luzes acerca dói que é licito e do que não é licito na atitude bioética. Com isso, evidenciamos o valor da pessoa humana e a tentativa sub-reptícia dos que desejam reduzi-la ao estado de coisa, com a conseqüente perda de sua dignidade. Com esses conceitos, chegamos facilmente à conclusão de que a vida é um bem outorgado e que nem a mulher, nem o homem, nem o Estado, tem o direito de dispor dela.


Na sua opinião o movimento espírita deveria enfatizar mais a questão do aborto, ou seja, promover uma campanha forte e maciça?


Creio que essa campanha forte e maciça deverá ocorre toda vez que houver real ameaça de legalização do aborto em nosso país. Enquanto isso não ocorre, e esperamos em Deus não venha a ocorrer, deve-se continuar a falar contra o aborto, como temos feito em nossas atividades normais, conforme se faça necessário, sobretudo, como ação preventiva.


Gostaria de deixar alguma mensagem de reflexão sobre o assunto?


Cremos, firmemente, que os seres humanos vão eliminar, de forma definitiva, o infanticídio e o aborto da face da Terra, porque a evolução espiritual é inapelável. Sob os ares benfazejos do progresso, os seres humanos vão elevar o padrão do seu comportamento moral, de modo a banir toda forma de violência, inclusive essa, que é uma das mais cruéis – a do aborto – para viverem, em toda plenitude, o sentimento sublime do Amor, em todas as latitudes do Planeta.


(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo, nº 26, páginas 06-11)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

                           MAIS UM ANO
 As alvoradas do novo ano se anunciam.
Passou o Natal e agora se aguarda a festividade da virada do ano.
Um ano se vai. Outro inicia.
É tempo de reflexão.
Que fizemos durante esses 365 dias que se esgotaram no calendário terrestre?
Trabalhamos muito? Mas nosso trabalho teve como objetivo somente ganhar dinheiro ou promovemos algo de verdadeiramente bom para alguém, para a comunidade?
Trabalhamos até à exaustão, sem tempo para a família, os amigos, o lazer refazente?
Contribuímos para alfabetizar uma criança, um jovem, um adulto?
Aderimos a campanhas de promoção da vida e da dignidade humana? Fizemos a diferença no mundo?
O que fizemos, afinal?
O que foi diferente para nós, no ano que passou?
Simplesmente reprisamos os feitos dos meses anteriores ou as promessas escritas na mente e no coração foram colocadas em prática?
Será que a esperança com que aguardamos o novo ano será de tão pouca duração quanto foi a do ano que morre?
Pensemos um pouco e valorizemos mais o nosso tempo.
Somos passageiros em um mundo de formas que todo dia sofre mudanças e nos pede mudanças.
Mudanças de comportamento, aprendizados de técnicas, readequação a cargos, funções.
E, intimamente, como estamos? Quanto crescemos?
*   *   *
É tempo de renovação. Não deixemos que o ano novo seja simplesmente um evento assinalado no calendário, uma convenção humana para demarcar o tempo.
Pensemos que o tempo é tesouro em nossas mãos e nos compete utilizá-lo com sabedoria.
Assim, ante a expectativa dos 365 dias que se espreguiçam na aurora dos meses à frente, façamos propósitos de viver melhor, de crescer em intelecto e moral.
Na planilha de nossa mente estabeleçamos diretrizes para esses dias sorridentes que nos aguardam.
Momentos para estar com os amores. Momentos para abraçar, sorrir, brincar.
Horas de estudo, aprendizado, crescimento intelectual. Um novo curso, uma especialização, um mestrado, um doutorado.
Ou apenas aprender a ler, dominando as letras.
Momentos para leitura de livros que chegarão ao mercado livreiro, interessantes e oportunos. Momentos para releitura de obras antigas, que nos merecem o folhear de suas páginas, uma vez mais.
Ilustração da mente. Reflorescimento de ideias.
Renovação de atitudes. Menos preguiça, mais ação. Utilizar melhor a tecnologia para conservar amigos e reconstruir pontes afetivas.
Ano novo! Quantas promessas.
Absorvamos as alegrias que nos motivam a comemorar a chegada do novo ano e as mantenhamos conosco nos dias a viver.
Abriguemos a esperança que se exterioriza em todos os sorrisos e a tenhamos conosco, durante os meses vindouros.
Projetemos um ideal de vida e o persigamos para que, quando o novo ano se for, gasto, vivido, possamos olhar para trás e, sem remorso, afirmar:
Foi um bom ano! Cresci muito: amei, trabalhei, estudei, vivi!
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011



                                          UNIÃO MUNICIPAL ESPÍRITA                                            

                                     TEMPO DE PAZ

Aquietam-se a Natureza e os Homens, para suavemente, levemente, começarem a escutar:
                                      O murmúrio das águas, o canto dos pássaros e o doce balançar dos ramos verdejantes.

                                     Coro de preces, entoando louvores.

E, as criaturas tecendo os fios da esperança, da alegria e do amor, preparam-se para receberem o Divino Amigo.

           Assim, (“unamos as nossas às vozes do bem que instalam a Era da Fraternidade entre os homens. Comemorando o Natal do Cristo, repartindo amor e esperança, trabalho e solidariedade com as demais criaturas, confirmando, dessa forma, que Ele já nasceu em nós”).  - Espírito Joanna de Angelis
                                               


              FELIZ NATAL
                  DEZ/2011
                                                                                A Diretoria

sábado, 3 de dezembro de 2011

RESPOSTAS À PRESSA
Evite a impaciência. Você já viveu séculos incontáveis e está diante de milênios sem-fim.
Guarde a calma. Fuja, porém, à ociosidade, como quem reconhece o decisivo valor do minuto.
Semeie o amor. Pense no devotamento dAquele que nos ama desde o princípio.
Guarde o equilíbrio. Paixões e desejos desenfreados são forças de arrasamento na Criação Divina.
Cultive a confiança. O Sol reaparecerá amanhã, no horizonte, e a paisagem será diferente.
Intensifique o próprio esforço. Sua vida será o que você fizer dela.
Estime a solidariedade. Você não poderá viver sem os outros, embora na maioria dos casos possam os outros viver sem você,
Experimente a solidão, de quando em quando; Jesus esteve sozinho, nos momentos cruciais de sua passagem pela Terra.
Dê movimento construtivo, às suas horas. Não converta, no entanto, a existência numa torre de Babel.
Renda culto fiel à paz. Não se esqueça, todavia, de que você jamais viverá tranqüilo sem dar paz aos que pisam seu caminho.

(Xavier, Francisco Cândido Xavier.
 Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A TAREFA DE CADA UM
Há um momento em nossas vidas em que todos nós nos rendemos ao inevitável apelo para o autoconhecimento. Enquanto isto não acontece, passamos pela vida como que anestesiados e insensíveis à realidade de nós mesmos, agindo e reagindo ao sabor dos ditames impostos pela sociedade em que vivemos.

A partir do ponto em que nos rendemos ao clamor íntimo do auto descobrimento,  iniciamos uma verdadeira cruzada na tentativa de obter respostas às questões relacionadas com o velho dilema do "Conhece-te a ti mesmo". Começamos então a questionar a nossa própria realidade existencial, a origem da vida, a razão de estarmos aqui nesta existência, o porquê das experiências ou relacionamentos a que somos expostos, e até alvoramo-nos no direito de questionar o acerto da decisão Daquele que nos criou e nos colocou nessas circunstâncias.

No extraordinário livro Memórias do Padre Germano encontramos um ilustrativo exemplo desse dilema que ainda é uma característica da avassaladora maioria dos espíritos encarnados no planeta terra, haja visto o baixo nível evolutivo dos seus habitantes. Através da maravilhosa obra de Amalia Domingo Soler, o padre Germano nos relata o dilema que viveu em uma das suas encarnações aqui em nosso orbe, na qual experimentou, como membro da igreja de Roma, a permanente e asfixiante sensação de viver se sentindo com um peixe fora d’água, especialmente ao desempenhar a espinhosa função eclesiástica de confessor. Em momento de inquietação angustiante, ele assim se manifesta:

 "Amado Deus, por que tive eu que nascer nas fileiras desta ordem religiosa?Por que Você me obrigou a ser guia dessas pobres ovelhas, meus paroquianos, se eu não posso tão pouco guiar a mim mesmo? Senhor, deve haver outras moradas no espaço, porque aqui neste planeta uma alma capaz de pensar fica asfixiada ao presenciar tanta miséria e hipocrisia. Eu desejo seguir o caminho certo, mas ao longo da jornada eu vejo tantas armadilhas!"

O exemplo é mesmo bem ilustrativo, mas cabe ressaltar que ao folhearmos as páginas deste excepcional livrinho, temos a convicção de que o padre Germano era um espírito em estágio evolutivo bem acima da maioria de todos nós e que cumpriu a sua missão naquela existência de forma exemplar, podendo mesmo servir de guia e modelo para todos nós que aspiramos passar pelos embates da vida e cumprirmos com a nossas tarefas onde quer que a vida nos coloque.

A Doutrina dos Espíritos veio para nos dar as respostas àquelas questões existencias e acima de tudo para nos mostrar com uma clareza insofismável, as razões e os porquês de estarmos aqui e expostos às experiências e aos relacionamentos que temos vivenciado nesta encarnação. É bem verdade que ela só nos dá as respostas de que necessitamos para cumprirmos com a nossa tarefa de espíritos encarnados e galgar alguns degraus a mais na nossa escala evolutiva rumo a felicidade. Mas o que é mais importante e digno da atenção de todos nós que aspiramos sincera e honestamente por um mundo de Paz e Harmonia, enfim, um mundo regenerado, é que além das respostas que obtemos através da mensagem dos espíritos, existe nesta mesma mensagem um apelo claro ao nosso senso de responsabilidade perante a Lei de Causa e Efeito. A esta sim, teremos que nos curvar, pois somente o respeito e a adesão incondicional às suas diretrizes propiciarão o advento de um mundo de Paz e Harmonia para todos nós.

Assim, que tenhamos ouvidos para ouvir e olhos para enxergar e adotemos em nossas vidas a máxima insculpida na Doutrina dos Espíritos que nos diz: "Fora da caridade não há salvação".

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

  CORAGEM DE SER FELIZ
    Vive-se, desde há algum tempo, a grande transição por que vêm passando o planeta e a sociedade que o habita.
         Repentinamente grandes mudanças operam-se em torno dos valores ético-morais, dos comportamentos sociais e dos relacionamentos humanos, de alguma forma gerando graves transtornos individuais e coletivos, em face do agravamento da ansiedade e da culpa que se vêm instalando nos indivíduos.
         A liberação sexual, a igualdade dos direitos da mulher, leis mais justas em torno dos direitos humanos, respeito à fauna e à flora, mais possibilidades de encontrar a própria identidade, passaram a ser realidades, nas últimas décadas do século passado e no amanhecer deste novo milênio.
         Nada obstante, açodados pelas paixões predominantes em a sua natureza animal, os indivíduos tombaram em maior volume de agressividade e de despautério, vitimados pela alucinação do prazer em total desrespeito à constituição orgânica e aos impositivos da evolução moral.
         Regimes totalitários foram derrubados e sofrem os últimos estertores agônicos, enquanto outros ergueram-se em algazarra de falso triunfo, no mesmo momento em que a fome e as epidemias devoram milhões de vidas inermes, ensejando que o sofrimento estiole os corações.
         Adaptações geológicas vêm ocorrendo, produzindo terríveis cataclismos, enquanto o progressivo aquecimento do planeta e a poluição desmedida do ar, das reservas de água, ameaçam de extinção a diversidade de expressões de vida, inclusive a humana...
         Sucede que o veloz desenvolvimento científico e tecnológico não tem sido acompanhado por igual crescimento de natureza moral, atormentando aqueles mesmos que o promovem, e que, para enfrentarem os volumosos desafios disso decorrentes, robotizam-se, perdendo a identidade, fugindo para o desespero ou para a exorbitância dos prazeres, como mecanismos de neutralização da consciência ante os torpes acontecimentos.
         Esses fenômenos, no entanto, fazem parte do processo da transformação que se opera na Terra, trabalhando as condições definidoras do futuro, quando a dor deixará de ser o instrumento hábil para o despertamento das responsabilidades morais e sociais dos Espíritos, convidando-os às reflexões de amor e de auxílio mútuo entre todos.
         Simultaneamente, os transtornos de conduta e as obsessões campeiam em desvario ceifando vidas, ou, pelo menos, desarmonizando mentes e sentimentos que são alcançados sem o necessário suporte de forças para a superação que se impõe.
         Sem dúvida, são muitas as glórias do engenho do pensamento através das conquistas logradas, alterando completamente a paisagem terrestre, ao tempo em que, também, são incontáveis os desassossegos que irrompem em toda parte, gerando sofrimento e pânico em progressão imprevisível.
         ...E o ser humano, que poderia encontrar-se feliz ante as realizações valiosas que lhe assinalam estes dias de deslumbramento da inteligência e de ambições emocionais, peregrina triste, quase sucumbido ante o peso das inquietações que o assolam.
         A alegria vem-se transformando em algazarra e o sorriso em esgar, quando não em máscara elaborada para ocultar os inquietantes estados íntimos.
         A coragem de lutar e de superar os impositivos decorrentes do despreparo para enfrentar os males que se tem causado diminui, na razão direta em que o consumo de álcool, de drogas, as fugas espetaculares de todo porte aumentam vertiginosamente, numa voragem assustadora.        
         É imprescindível, porém, deter-te na desorganizada correria para o nada, em reflexão a respeito da coragem.
         Coragem não é somente a intempestiva reação do desespero, que se anota como de alto valor físico ou moral, mas é a capacidade de enfrentar situações calamitosas e assustadoras, sem desânimo, apesar desse mesmo desespero.
         A coragem física, nos padrões convencionais, resultado de anteriores conflitos do lar, de medos ocultos, de agressões sofridas na infância, muitas vezes não passa de arrogância que intimida e recebe aplauso da insensatez.
         A verdadeira coragem moral deve predominar no comportamento, convidando ao equilíbrio e à alegria de viver.
         O exibicionismo, que passa como vitória, e a prepotência que ameaça, na maioria das vezes, são necessidades de valorização do ego com enormes prejuízos para o si-mesmo. Enquanto que a coragem moral é o desafio para a consideração positiva e a ação dignificadora dos acontecimentos em torno dos valores éticos e espirituais que os caracterizam.
         Dessa forma, é necessário que tenhas coragem de reconhecer os teus limites, deficiências e dificuldades de maneira honorável. Nenhuma postura extravagante de autocomiseração, nem a audácia presunçosa de que és irretocável.
         A coragem vem sempre associada à humildade que faculta a perfeita identificação do indivíduo com os seus valores reais, em face do autoconhecimento de que se tornou possuidor.
         Assim sendo, supera o medo da vida, isto é, o receio dos conflitos, das necessárias provações que fortalecem o caráter e desenvolvem os sentimentos, aprimorando o Espírito, assim como o da morte, que se denominou como a perda da identidade, a submissão aos afetos, a dependência de outrem...
         Quem aprendeu a ser livre não se encarcera facilmente, tampouco aprisiona outrem, estando em condições de arrostar conseqüências, sejam quais forem, pelas decisões tomadas em clima de tranqüilidade.
         Torna-se, portanto, urgente neste momento de crises existências e de descalabros morais, que te imponhas uma cuidadosa auto-análise a respeito do comportamento que te permites, desenvolvendo a coragem de amar, de lutar por ideais de engrandecimento pessoal e social, encontrando alegria de viver e de desenvolver as aptidões divinas em ti adormecidas.
         Esquece a queixa pessimista e as acusações indébitas, fazendo o melhor ao teu alcance, a fim de que alguém seja mais feliz e, por efeito, o mundo se apresente menos enfermo e agressivo.
         Desenvolve a criatividade construtiva, oferecendo algo a mais, além daquilo a que te comprometeste, tornado mais belos os teus dias e mais agradáveis os teus relacionamentos.
         Sabendo das grandes dificuldades existentes, reveste-te de compaixão pelo teu irmão e ajuda-o com a tua oferta de alegria e de paz, a fim de que ele encontre motivações para ser feliz.
 
Iluminação Interior
Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco
CONVITE
2ª Caminhada em Defesa da Vida
Dia 19 Sábado - a partir das 10h com saída da Praça de Esportes.